MatériasOpinião

A arte de ouvir em tempos de grito

Uma reflexão sobre escuta, vigilância e a responsabilidade da imprensa diante das vozes que insistem em não ser ouvidas.

Por Marlene Galeazzi12 de maio de 20269.210 leituras

A reportagem que se segue é resultado de meses de apuração, escuta atenta e cruzamento de fontes. Em cada passagem buscou-se o equilíbrio entre o rigor da informação e a sensibilidade dos contextos.

Foram realizadas mais de quarenta entrevistas, percorridos arquivos públicos e privados e checados documentos oficiais. O leitor encontrará, ao longo do texto, marcações precisas das fontes consultadas, em respeito ao seu próprio discernimento.

O jornalismo, quando praticado com responsabilidade, é um instrumento de mediação entre o poder e a sociedade. É à luz desse princípio que esta matéria foi construída — sem concessões à pressa, sem cedências ao ruído, e com a consciência de que o tempo da apuração nem sempre coincide com o tempo da notícia.

A trama revelada nas próximas linhas envolve nomes conhecidos do cenário político e econômico do Rio Grande do Sul, e exige do leitor a mesma atenção que dela exigiu o trabalho de reportagem. Aqui não há heróis nem vilões fáceis; há, sobretudo, escolhas — e suas consequências.

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